sábado, 17 de novembro de 2007

Visita a 6ª BIENAL, Repensando a Aprendizagem

Segundo, Gabriel Pérez-Barreiro, Curador-Geral da 6ª Bienal do Mercosul, \" A 6ª Bienal do Mercosul consiste na VALORIZAÇÃO DO PENSAMENTO VISUAL do artista como definidor de geografias.” Que, “A perspectiva criada desde uma terceira margem é mais que assunto ilustrativo, mas uma posição a ser adotada ao tratar a RELAÇÃO ENTRE ARTE E PÚBLICO. E que, \" A 6ª Bienal do Mercosul é capaz de criar PERSPECTIVAS INDEPENDENTES, abertas tanto a signos regionais quanto internacionais.”
Achei interessantíssimo a criatividade das obras de cada artísta, isto é, as Exposições Monográficas de Jorge Macchi, Öyvind Fahlström e Francisco Matto. Francisco Matto, como é relatado, \"alcança uma perfeita união entre a arte antiga e as linguagens contemporâneas, A obra de Macchi distingue-se por suas meditações sutis sobre as possibilidades poéticas da vida cotidiana\", Öyvind Fahlström, o único artista brasileiro a ser homenageado com exposições monográficas no Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, Centre Georges Pompidou, Paris, e no Moderna Museet de Estocolmo, o qual tem a intenção de orquestrar dados para que o público os entenda e se indigne, para usar as suas palavras. Onde a consciência política do artista é manifestada em sua temática - o fluxo de capital e poder e a exposição do Terceiro Mundo. Já, Jorge Macchi, é um dos artistas contemporâneos mais relevantes e reconhecidos da atualidade.E sua obra distingue-se por suas meditações sutis sobre as possibilidades poéticas da vida cotidiana.
Ao visitar a Bienal percebi que a Escola de fato proporciona um espaço lúdico e significativo de aprendizagem, isto é, um espaço onde as atividades desafiam o aluno a pensar, conhecer, informar-se e criticar, desenvolvendo suas capacidades cognitivas, lingüisticas e discursivas. Desvelando intenções como modo de agir e de interagir. Ao incitar os alunos a realizar leituras de obras fazemos com que eles realizem uma prática social e discursiva aprofundando e ampliando os aspectos relativos à maturidade e as habilidades lingüísticas, portanto, realizam uma construção ativa. E estes fatores extra-escolares influenciam no desempenho de cada um.
Após apresentar aos meus alunos alguns panfletos referentes a Bienal, e realizar comentários quanto as obras expostas solicitei à eles que construissem uma obra de arte. Todos demonstraram interesse e logo passaram a realizar a atividade. Alguns construíram brinquedos com os materiais de sucata, outros casas, e uma menina apresentou-me um pedaço de pau com um percevejo cravado na parte superior e um pedaço de linha de lã com duas pontas envolto ao pau e outro percevejo mais ou menos no centro do pau. Disse-me que havia feito um índio e que este tinha somente um olho e então percebi que a mesma baseou-se nas obras de Fancisco Matto. O que incrivelmente deixou-me satisfeitíssima com o trabalho, pois consegui de certa forma atingir os objetivos traçados.

Um comentário:

Janaína Siviero Ribeiro disse...

Oi,Amélia!

Muito interessante a forma como teus alunos construíram as obras de arte. Acho que poderias tentyar registrar esse momentos e colocar fotos da atividades e das obras de arte. O que achas?

Um abraço,

Janaína